Esboço de 2 Coríntios 5:18 – O Ministério da Reconciliação

E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação,

2 Coríntios 5:18 | ARC

Deus não apenas nos reconciliou consigo por meio de Jesus Cristo. Ele também nos confiou o ministério da reconciliação.

Isso mostra que a vida cristã não pode ser marcada por conflitos permanentes, mágoas alimentadas e relacionamentos sem restauração. Quem foi alcançado pela reconciliação de Deus precisa aprender a viver como instrumento de reconciliação.

Nos últimos dias, Paulo fala de tempos trabalhosos e cita uma característica muito séria: pessoas irreconciliáveis.

“Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.”

2 Timóteo 3:3

Ser irreconciliável é recusar o caminho da paz. É insistir na mágoa, prender-se ao orgulho e não querer resolver aquilo que precisa ser tratado.

Não queremos ser iguais. Precisamos permitir que Deus cure o coração e nos transforme em pessoas capazes de perdoar, restaurar e promover reconciliação.

Os tempos trabalhosos

Paulo descreve os últimos dias como tempos difíceis.

Esses tempos são marcados por atitudes humanas que causam dor, sofrimento e destruição nos relacionamentos. Entre essas atitudes, aparece a falta de reconciliação.

A sociedade vai se tornando cada vez mais carente de virtudes e cheia de vícios. Há frieza, egoísmo, dureza, orgulho e dificuldade de resolver conflitos.

Por isso, a Igreja precisa caminhar na direção contrária. Enquanto muitos se tornam irreconciliáveis, os servos de Cristo precisam viver como ministros da reconciliação.

O que é reconciliação

Reconciliação é o caminho da paz.

  • É restabelecer harmonia.
  • É resolver conflitos.
  • É buscar entendimento.
  • É abrir espaço para restauração.

A reconciliação não combina com orgulho, vingança, dureza e desejo de manter feridas abertas.

Quem vive reconciliado com Deus precisa aprender a agir com humildade também diante das pessoas.

O perigo de ser irreconciliável

O irreconciliável se recusa a buscar paz.

Ele prende-se ao ego, ao orgulho e às mágoas. Prefere permanecer em situações duras de coração, tratando os outros como inimigos ou pessoas impossíveis de serem alcançadas.

Essa atitude não combina com o Evangelho.

Cristãos não podem ser irreconciliáveis. É necessário liberar perdão, esquecer mágoas do passado e avançar.

A reconciliação não nasce de um coração exaltado. Ela nasce de um coração quebrantado.

Deus é o maior exemplo de reconciliação

Deus nos deu o maior exemplo.

Deus não havia cometido erro algum. Mesmo assim, veio ao encontro do ser humano para resolver a vergonha do pecado e trazer reconciliação.

Jesus não veio em um trono de glória distante. Ele se aproximou de nós como um de nós, para nos reconciliar com o Pai.

Esse é o caminho do Evangelho: Deus se aproximando do homem para restaurar aquilo que o pecado havia rompido.

O ministério da reconciliação

A Palavra diz que Deus nos deu o ministério da reconciliação.

Esse ministério não é exclusivo de pastores ou líderes. Cada crente foi chamado a agir como alguém capacitado por Deus para promover reconciliação.

A reconciliação precisa acontecer em duas direções:

  1. Vertical, entre o homem e Deus.
  2. Horizontal, entre pessoas, famílias e relacionamentos.

A Igreja deve ser um dos lugares mais fortes de perdão e reconciliação na terra.

O perdão e a morte do ego

Para reconciliar, é preciso tratar o ego.

O perdão não se baseia no merecimento de quem ofendeu. O perdão nasce da graça de Deus.

Por isso, precisamos morrer para o orgulho, para a exaltação pessoal e para a necessidade de sempre ter razão.

Jesus morreu para nos perdoar. Quem segue a Cristo precisa aprender a viver esse mesmo caminho.

Na oração do Pai Nosso, pedimos perdão a Deus “assim como” perdoamos os outros. Isso mostra a seriedade do perdão na vida cristã.

Precisamos aprender a perdoar

Quem perdoa não deve viver lançando o passado no rosto da outra pessoa. O perdão verdadeiro não usa o erro antigo como arma para ferir novamente.

Se Deus nos perdoa, também precisamos aprender a perdoar. Se fomos alcançados pela misericórdia, precisamos agir com misericórdia.

Não se trata de negar que houve dor. Trata-se de não permitir que a dor governe o coração.

O exemplo do filho pródigo

A parábola do filho pródigo mostra o acolhimento do pai.

O filho voltou depois de errar, e o pai o recebeu. Essa atitude aponta para a graça, para a misericórdia e para a restauração.

Deus nos ensina que a reconciliação abre caminho para o retorno, para o abraço e para a restauração de quem estava distante.

Instrumentos de reconciliação

Nossas mãos e nossa voz precisam servir ao propósito de Deus.

As mãos não devem ser usadas para ferir, afastar ou destruir. Devem ser instrumentos de cuidado, ajuda e restauração.

A voz não deve ser usada para aumentar contendas, alimentar mágoas ou provocar divisões. Deve ser usada para promover paz, perdão e reconciliação.

Onde há um servo de Deus, o ambiente precisa melhorar.

Não quero ser irreconciliável

Não queremos ser marcados pela dureza dos últimos dias.

  1. Não queremos guardar mágoas.
  2. Não queremos alimentar orgulho.
  3. Não queremos viver presos ao passado.
  4. Não queremos ser instrumentos de divisão.

Queremos viver o ministério da reconciliação.

Que Deus trate o coração, cure feridas, remova o ego e nos ajude a ser instrumentos de paz. Porque quem foi reconciliado com Deus por Jesus Cristo também recebeu o chamado para viver e promover reconciliação.

Esta mensagem falou ao seu coração? Compartilhe este esboço com alguém que também pode ser edificado.

Continue estudando a Palavra

Encontre mais esboços de pregação

Explore mensagens bíblicas para pregar, ensinar e aprofundar seu conhecimento das Escrituras. Mais esboços de pregação

Veja Também:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *