“Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.”
2 Timóteo 3:3
Paulo continua descrevendo as atitudes que marcariam os últimos dias. Entre elas, aparece uma palavra muito séria: caluniadores.
A calúnia causa dor. Ela fere quem é caluniado, contamina quem ouve e também destrói espiritualmente quem a pratica.
Nos últimos dias, muitas dores não nasceriam apenas de guerras, crises ou acontecimentos externos. Muitas dores nasceriam das atitudes humanas: palavras maldosas, acusações, difamações, murmurações e comentários que destroem a honra de alguém.
Não queremos ser iguais. Precisamos permitir que Deus trate nossa boca, nosso coração e nossa forma de lidar com as falhas dos outros.
A calúnia como dor dos últimos dias
A calúnia está entre as atitudes que causam dor nos tempos trabalhosos.
Ela não é apenas uma conversa sem importância. A calúnia fere reputações, levanta suspeitas, espalha tristeza e cria ambientes contaminados.
- Uma palavra errada pode ma porchucar uma família.
- Um comentário maldoso pode ferir um irmão.
- Uma acusação espalhada pode destruir confiança.
- Uma notícia repetida sem cuidado pode aumentar a dor de alguém.
Por isso, a boca precisa ser governada por Deus.
O que é um caluniador
O caluniador é aquele que deprecia, desqualifica e espalha calúnias.
- Ele age como detrator.
- Em vez de ajudar, diminui.
- Em vez de restaurar, espalha.
- Em vez de cobrir com amor, expõe com maldade.
A calúnia traz desconforto, tristeza e dor.
Por isso, não podemos tratar esse assunto como algo pequeno. Quem vive pela Palavra precisa ter cuidado com aquilo que fala, com aquilo que ouve e com aquilo que repassa.
A origem maligna da calúnia
A palavra ligada ao caluniador aponta para uma origem maligna.
O termo está relacionado à ideia de acusação, difamação e ação diabólica. Isso mostra que a calúnia não combina com a vida de quem deseja andar com Deus.
A boca do cristão não pode servir ao propósito do inimigo.
Deus não nos chamou para espalhar destruição. Ele nos chamou para falar com verdade, mansidão, amor e temor.
A calúnia diante dos homens e diante de Deus
No código dos homens, a calúnia é tratada como algo grave.
Mas diante de Deus, o assunto é ainda mais profundo, porque envolve o coração, a intenção, a língua e o dano causado ao próximo.
Jesus ensinou outro caminho:
“Bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam.”
Lucas 6:28
A resposta cristã não deve nascer da vingança. Deve nascer da oração, da mansidão e da confiança na justiça de Deus.
O caluniador fere três lados
A calúnia nunca atinge apenas uma pessoa.
Ela prejudica:
- quem é caluniado, porque sofre com a mentira, a exposição e a dor;
- quem ouve, porque pode ser contaminado por uma informação maligna;
- quem calunia, porque alimenta dentro de si uma atitude que desagrada a Deus.
Por isso, a calúnia precisa ser rejeitada antes de crescer.
Às vezes, uma palavra parece pequena, mas abre uma ferida grande.
Quando a ferida vira calúnia
Muitas vezes, quem calunia é alguém ferido.
A pessoa carrega dores, rejeições, frustrações e sofrimentos antigos. Mas, em vez de aceitar a cura de Deus, começa a descontar nos outros aquilo que ainda está desorganizado dentro dela.
O problema é que a dor não pode justificar a maldade.
- Quem foi ferido precisa buscar cura, não espalhar feridas.
- Quem sofreu precisa buscar restauração, não ferir outras pessoas.
- Quem carrega marcas precisa entregar tudo a Deus, não transformar a própria dor em acusação.
O ciclo precisa ser quebrado pelo perdão e pela entrega ao Senhor.
O cuidado com aquilo que se ouve
Nem tudo que chega aos nossos ouvidos deve ser recebido como verdade.
- Há comentários que não edificam.
- Há notícias que não ajudam.
- Há informações que apenas alimentam suspeitas, divisões e julgamentos.
Por isso, precisamos ter sabedoria.
Quando ouvimos algo negativo, não devemos sair repetindo. A prudência manda parar, pensar, orar e não alimentar aquilo que pode destruir alguém.
Há uma orientação muito sábia: se tiver que caluniar alguém, não fale. Escreva na areia, bem perto das ondas, para que seja apagado.
Não repetir tudo o que se ouve
Também precisamos aprender a não repetir tudo.
- Nem toda notícia deve ser espalhada.
- Nem todo comentário deve ser levado adiante.
- Nem tudo que parece verdadeiro deve sair da nossa boca.
Quando ouvimos algo negativo, o melhor caminho é diminuir o dano, não aumentar.
A língua precisa ser guardada. A boca precisa ser instrumento de vida, não de morte.
O caminho da correção
Quando alguém cair em alguma falta, a resposta não deve ser calúnia.
A Palavra ensina que os espirituais devem corrigir com espírito de mansidão.
“Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão.”
Gálatas 6:1
A correção bíblica não nasce de fofoca. Nasce de amor, oração e desejo de restauração.
Jesus também ensinou que, se houver uma ofensa, devemos procurar o irmão a sós.
“Se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só.”
Mateus 18:15
Isso mostra que o caminho de Deus não é espalhar. É tratar com mansidão e buscar reconciliação.
Advertência contra a difamação
A Bíblia é muito séria sobre a difamação.
“Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei.”
Salmo 101:5
Essa palavra mostra que Deus não trata a calúnia como brincadeira.
Falar mal escondido, destruir a imagem de alguém e espalhar difamação são atitudes que precisam ser abandonadas.
Quem tem temor de Deus precisa se arrepender e guardar a boca.
Focar nas virtudes, não apenas nos defeitos
Uma pessoa cheia de Deus procura enxergar o que há de bom nos outros.
Isso não significa fechar os olhos para o pecado. Significa não viver procurando defeitos para destruir pessoas.
Jesus via o que precisava ser tratado, mas também sabia restaurar. Ele ajudava, corrigia, perdoava e chamava pessoas para um novo caminho.
Na igreja e na família, precisamos aprender a focar nas virtudes, perdoar defeitos e ajudar na restauração.
Não quero ser caluniador
Não queremos ser iguais aos sinais ruins dos últimos dias.
- Não queremos usar a boca para ferir.
- Não queremos espalhar dor.
- Não queremos repetir acusações.
- Não queremos contaminar ambientes.
- Não queremos ser instrumentos de difamação.
Queremos uma boca tratada por Deus.
- Que o Senhor nos dê mansidão, sabedoria e domínio próprio.
- Que Ele cure nossas feridas, apague o passado e nos ajude a viver uma nova chance, sem caluniar, sem destruir e sem complicar a vida de ninguém.
- Que a nossa voz seja instrumento de reconciliação, perdão e restauração.
Esta mensagem falou ao seu coração? Compartilhe este esboço com alguém que também pode ser edificado.
Continue estudando a Palavra
