Esboço de 2 Timóteo 3:2 – A Avareza nos Últimos Dias

Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,

2 Timóteo 3:2 | ARC

Paulo descreve os últimos dias como tempos trabalhosos. Entre as características desse tempo, ele cita os homens avarentos.

A avareza não é apenas apego ao dinheiro. É uma prisão interior. É quando o coração passa a ser dominado pelo medo da falta, pela ilusão da escassez e pelo desejo de reter para si aquilo que deveria estar nas mãos de Deus.

O avarento olha para a vida com a lente do lucro. Pessoas, oportunidades e até relacionamentos podem ser avaliados apenas pelo benefício que podem trazer.

Esse é um sinal perigoso dos últimos dias. Por isso, precisamos permitir que Deus trate o coração e nos livre de toda avareza.

Os sinais dos últimos tempos

Jesus comparou os sinais dos últimos tempos às dores de parto.

“Mas todas essas coisas são o princípio de dores.”

Mateus 24:8

A dor de parto aumenta em quantidade e intensidade. Quanto mais o nascimento se aproxima, mais os sinais se tornam fortes.

Assim também acontece com os sinais da volta de Cristo. A criação geme, os acontecimentos se intensificam e tudo aponta para a necessidade de preparo espiritual.

“Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.”

Romanos 8:22

Essas dores mostram que a vinda de Cristo e o arrebatamento estão cada vez mais próximos.

A avareza como sinal dos últimos dias

Entre os sinais humanos dos últimos tempos, Paulo aponta a avareza.

A avareza é o apego excessivo às coisas materiais, especialmente ao dinheiro e aos bens. Ela leva a pessoa a viver com medo constante da falta, mesmo quando já recebeu de Deus o necessário para caminhar.

O coração avarento nunca se sente satisfeito. Sempre acha que precisa reter mais, acumular mais e proteger mais aquilo que possui.

Mas essa postura adoece a alma.

O perigo de enxergar tudo pelo lucro

A avareza muda a forma como a pessoa enxerga a vida.

O avarento passa a olhar para as coisas e para as pessoas pela lente do lucro. Ele procura estratégias para se beneficiar e, muitas vezes, causa dor e decepção nos relacionamentos.

  • Onde deveria haver amor, aparece interesse.
  • Onde deveria haver comunhão, aparece cálculo.
  • Onde deveria haver generosidade, aparece retenção.

As marcas da avareza

A avareza produz frutos ruins. Entre eles, aparecem atitudes como:

  1. traição;
  2. falso testemunho;
  3. dureza de coração;
  4. fraude;
  5. inquietação;
  6. violência…

Essas marcas revelam como um coração dominado pela avareza pode se tornar insensível, enganoso e distante da vontade de Deus.

Avareza na obra de Deus

A avareza também pode tentar entrar no ambiente da obra de Deus.

Pedro advertiu sobre falsos mestres que, por avareza, fariam negócio com palavras fingidas.

“E, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas.”

2 Pedro 2:3

Esse é um alerta sério. A obra de Deus não pode ser tratada como comércio. O ministério não pode ser movido por interesse pessoal.

Avareza é idolatria

A Palavra mostra que a avareza também é idolatria.

“Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria.”

Colossenses 3:5

Quando o dinheiro, os bens e os interesses materiais ocupam o centro, Deus deixa de ser a prioridade. A vida espiritual enfraquece, a generosidade desaparece e o coração se fecha.

Contentamento e gratidão

O caminho contrário à avareza é o contentamento.

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.”

Hebreus 13:5

Deus nos chama a viver com gratidão pelo que Ele já concedeu.

A pessoa avarenta vive reclamando do que falta. Mas quem confia em Deus aprende a reconhecer o cuidado do Senhor e a descansar na Sua provisão.

Contentamento não é acomodação. É confiança. É saber que Deus não abandona os seus.

A avareza impede o avanço da obra

A avareza também pode impedir que a obra de Deus avance.

Quando o coração se fecha, ofertas e dízimos são retidos. O avarento quer receber, mas não quer contribuir. Quer bênção, mas não quer participar com fidelidade daquilo que Deus está realizando.

A obra do Senhor precisa de corações generosos, gratos e conscientes de que tudo pertence a Deus.

  • Aquilo que temos veio dEle.
  • Aquilo que somos pertence a Ele.
  • Aquilo que entregamos deve glorificar o nome dEle.

Questiona ou adora?

Nos dias difíceis, o coração revela sua condição.

Quando vêm as dores, as perdas e as adversidades, podemos questionar ou adorar. Podemos reclamar do que falta ou agradecer pelo que Deus já fez.

A avareza prende a alma na reclamação. A gratidão conduz o coração à adoração.

Não queremos viver dominados pela avareza. Não queremos reter aquilo que Deus nos chamou a entregar. Não queremos olhar pessoas e situações apenas pelo lucro.

Queremos um coração livre, grato, generoso e preparado para a volta de Cristo.

Que Deus cure toda avareza, quebre toda prisão interior e nos ensine a viver com contentamento, gratidão e fidelidade diante dEle.

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