“Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons.”
2 Timóteo 3:3
Paulo continua descrevendo os sinais dos últimos dias. Entre as atitudes que marcariam os tempos trabalhosos, ele cita os incontinentes.
Incontinente é aquele que não consegue se controlar. É uma pessoa dominada por impulsos, desejos, palavras, reações e atitudes desequilibradas.
A falta de autocontrole causa dores. Ela destrói relacionamentos, abre portas para o pecado, gera arrependimentos e pode fazer uma pessoa perder coisas preciosas que Deus havia colocado em suas mãos.
Não queremos ser iguais. Precisamos permitir que o Espírito Santo trate nossas reações, governe nossos impulsos e desenvolva em nós o domínio próprio.
Os incontinentes dos últimos dias
Paulo fala de tempos trabalhosos, difíceis e dolorosos.
Esses tempos não são marcados apenas por problemas externos, mas também por atitudes humanas que produzem sofrimento. A incontinência é uma dessas atitudes.
Ela aparece quando a pessoa não consegue dominar a si mesma. O incontinente pode ser chamado de:
- intemperante;
- imoderado;
- incapaz de se controlar;
- desequilibrado;
- sem autocontrole.
Essa condição revela uma vida sem governo interior.
A falta de autocontrole
A falta de autocontrole aparece em várias áreas.
Às vezes, está na língua. A pessoa fala o que não deveria falar, responde no impulso e depois percebe o estrago causado.
Às vezes, está nas emoções. A pessoa se deixa levar pela ira, pela tristeza, pela ansiedade ou pelo medo.
Às vezes, está nos desejos. A carne se levanta, a vontade domina, e a pessoa faz aquilo que sabe que não deveria fazer.
Por isso, precisamos de domínio próprio.
O domínio próprio é fruto do Espírito
A Palavra mostra que o domínio próprio não nasce apenas da força humana. Ele é fruto da ação do Espírito Santo.
“Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.”
Gálatas 5:22
A temperança é domínio próprio. É equilíbrio. É capacidade de frear impulsos, controlar desejos e não ser governado pela carne.
Quando o Espírito Santo está presente, Ele gera equilíbrio na vida do crente.
A batalha entre carne e Espírito
Existe uma batalha dentro do ser humano. A carne deseja uma coisa, mas o Espírito conduz para outra direção.
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne.”
Gálatas 5:17
Essa luta é real. Por isso, não podemos confiar apenas em nossas próprias forças.
- A carne puxa para o descontrole.
- O Espírito conduz ao equilíbrio.
- A carne quer reagir no impulso.
- O Espírito ensina a esperar.
- A carne quer satisfazer a vontade imediata.
- O Espírito ensina obediência e domínio próprio.
O Espírito Santo como alerta interior
A presença do Espírito Santo nos ajuda a perceber o erro.
Quando o crente está sensível ao Espírito, ele não consegue tratar o pecado com indiferença.
- Há um alerta interior.
- Há incômodo.
- Há correção.
- Há chamada ao arrependimento.
A ausência dessa sensibilidade é perigosa, porque a pessoa começa a errar e já não sente o peso do erro.
Mas o Espírito Santo age como um detector dentro de nós, mostrando aquilo que precisa ser corrigido e conduzindo o coração ao arrependimento.
Dom, propósito e marca de salvação
Ter o Espírito Santo é carregar uma marca de Deus.
Ele não está em nossa vida sem propósito. Sua presença aponta para chamado, dom, direção e planos eternos.
O Espírito Santo sela, orienta e prepara o crente para a salvação.
Por isso, não podemos viver de qualquer maneira. Quem tem o Espírito Santo precisa permitir que Ele governe pensamentos, palavras, reações, sentimentos e decisões.
O perigo do primeiro impulso
Muitos problemas começam no primeiro impulso.
Uma palavra dita no momento de tensão pode abrir uma ferida. Uma decisão tomada no calor da emoção pode trazer consequências duras. Uma reação impensada pode destruir aquilo que levou anos para ser construído.
Por isso, é necessário aprender a parar.
- Parar antes de responder.
- Parar antes de agir.
- Parar antes de decidir.
- Parar antes de ferir.
- Parar para buscar Deus.
O domínio próprio também aparece quando conseguimos esperar o momento certo, ouvir a voz do Espírito e não agir dominados pela pressão.
Exemplos de perdas pelo descontrole
A falta de autocontrole pode trazer grandes perdas.
Adão e Eva perderam o jardim por causa da desobediência. Lucifer perdeu seu lugar por causa do orgulho. A incontinência também pode fazer alguém perder os “jardins” da vida.
Esses jardins podem ser:
- bênçãos;
- trabalho;
- família;
- ministério;
- bom nome;
- oportunidades;
- comunhão com Deus.
O descontrole não deve ser tratado como algo pequeno. Ele pode abrir caminho para perdas profundas.
O orgulho impede o domínio próprio
O orgulho faz a pessoa se sentir satisfeita com o que tem e resistente à correção.
Quem é orgulhoso não gosta de ser confrontado. Não aceita ser tratado. Não reconhece com facilidade seus excessos.
Mas a humildade gera gratidão e abre espaço para transformação.
- O humilde reconhece: “eu preciso melhorar”.
- O humilde entende: “eu preciso do Espírito Santo”.
- O humilde ora: “Senhor, governa minha vida”.
Vestidos de humildade
A vida cristã precisa ser marcada por humildade.
Cristo é o maior exemplo. Ele não nos ensinou a viver dominados por impulsos, orgulho e descontrole. Ele nos ensinou mansidão, obediência, submissão ao Pai e domínio diante das afrontas.
Quem deseja vencer a incontinência precisa aprender com Jesus.
Não é apenas controlar uma atitude por fora. É deixar Deus tratar o coração por dentro.
Não quero ser incontinente
Não queremos ser iguais aos sinais ruins dos últimos dias.
- Não queremos viver sem autocontrole.
- Não queremos falar tudo o que vem à mente.
- Não queremos reagir no impulso.
- Não queremos ser dominados pela carne.
- Não queremos perder os jardins que Deus nos deu.
Queremos ser guiados pelo Espírito Santo.
Que Deus desenvolva em nós domínio próprio, equilíbrio, humildade e sensibilidade espiritual. Que nossas palavras, reações, desejos e decisões sejam governados pelo Espírito Santo, para que a nossa vida não seja marcada pelo descontrole, mas pela transformação em Cristo.
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