Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.
Judas 1:3 | ARC
Judas chama os crentes a batalharem pela fé. Essa batalha não é uma briga humana, mas uma defesa da verdade de Deus em um tempo de confusão, mudanças e muitos discursos contrários à Palavra.
Romanos 1:18-32 mostra o que acontece quando o homem rejeita a verdade de Deus. A mente se perde, os raciocínios ficam vazios e o coração se obscurece. Por isso, o cristão precisa ter visão bíblica, firmeza na fé e discernimento espiritual.
1. A crise ideológica e a pós-modernidade
A sociedade passou por mudanças muito aceleradas a partir dos anos 1950 e 1960. A humanidade entrou em um processo de questionamento da tradição, da história, do pensamento, do conhecimento, dos valores, da razão, da mente e da linguagem.
Esse movimento gerou uma crise das ideologias, definida como destruição de conjuntos de valores, princípios e práticas.
A partir de 1989, com a queda do Muro de Berlim, esse período passou a ser chamado de pós-modernidade, marcado por mudanças significativas.
Alguns autores sobre Novo Testamento, como N. T. Wright e John Stott, são citados por alterarem o foco da crise ideológica, chamando os cristãos a voltarem às raízes da fé e à verdade do Evangelho, em vez de serem levados pelas modas culturais ou pelo que deixam levar pelas modas culturais ou pelo que é superficial.
2. Desconstrucionismo
O desconstrucionismo foi introduzido pelo filósofo Jacques Derrida, nos anos 1960, questionando estruturas tradicionais de pensamento e interpretação de textos.
A ideia de que o significado nunca é fixo é apresentada como algo contrário à verdade das Escrituras. Muitos textos bíblicos são literais e não devem ser desconstruídos.
3. Relativismo
O relativismo nega a existência de uma verdade absoluta. Ele promove a ideia de que cada pessoa possui sua própria verdade.
Mas essa visão confronta diretamente a declaração de Jesus:
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida…”
João 14:6
A verdade não pode ser trocada por opiniões pessoais. A verdade do Evangelho não depende das modas culturais nem das preferências humanas.
4. Pragmatismo
O pragmatismo coloca a eficácia e a utilidade acima da verdade. Algo passa a ser considerado certo apenas porque funciona ou dá certo em determinado momento.
David Wells descreve esse pragmatismo como a substituição da teologia bíblica por uma fé utilitária e superficial.
Mas a fé cristã não pode ser guiada apenas por resultados. Ela precisa permanecer firmada na verdade do Evangelho.
5. Hedonismo
O hedonismo é a busca constante pelo prazer como valor supremo. Essa visão transforma o prazer em um deus. Mesmo quando o prazer se torna firme em si mesmo, leva ao vazio.
Pregadores contrários às Escrituras tratam contextos pecaminosos como se fossem aceitáveis, usando discursos que confundem a verdade com desejos humanos.
6. Egocentrismo
O egocentrismo aparece quando o “eu” é exaltado acima dos relacionamentos e acima da vontade de Deus.
Essa visão leva a pessoa a buscar seus próprios interesses, prejudicando relações e abandonando o compromisso com Deus.
Richard Baxter incentiva o abandono do ego para que se possa viver na verdade e no amor de Deus.
7. Batalhar pela fé
Esses conceitos pós-modernos estão presentes em várias esferas da sociedade, especialmente no ambiente estudantil.
Por isso, os pais são chamados a trabalhar, orar e ler a Bíblia com seus filhos, preparando-os contra essas filosofias.
O cristão precisa guardar o Evangelho, manter a integridade da fé e buscar arrancar do coração tudo aquilo que levanta fortaleza contra a mente e contra o sangue de Jesus.
O chamado permanece: batalhar pela fé, com vigilância e firmeza, para não ser levado por discursos vazios, raciocínios enganosos e ideias que procuram afastar o homem da verdade de Deus.
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