No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
João 1:29 | ARC
Quando João Batista viu Jesus se aproximando, não apresentou apenas mais um homem entre a multidão. Ele declarou uma verdade que resume toda a obra da salvação:
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”
Essa afirmação revela quem é Jesus, por que Ele veio e o que somente Ele poderia fazer em favor da humanidade.
João não disse que Jesus veio apenas melhorar o comportamento das pessoas, aliviar suas dores ou oferecer bons conselhos. Ele veio para tratar a raiz do maior problema humano: o pecado.
Eis o Cordeiro de Deus
Para os judeus, a palavra “cordeiro” carregava um significado profundo.
Ela lembrava sacrifício, sangue, perdão, livramento e reconciliação com Deus. Desde o Antigo Testamento, o cordeiro fazia parte dos sacrifícios oferecidos pelo pecado. Era uma lembrança de que a culpa tinha um preço e que alguém precisava morrer no lugar do culpado.
No Egito, o sangue do cordeiro foi colocado nos umbrais das portas e trouxe livramento para os israelitas (Êxodo 12). Mais tarde, muitos sacrifícios apontariam para a necessidade de perdão e reconciliação com Deus.
Mas aqueles cordeiros não resolviam definitivamente o problema do pecado. Eles apontavam para algo maior.
Quando João Batista declara: “Eis o Cordeiro de Deus”, ele está mostrando que Jesus é o sacrifício perfeito enviado pelo Pai.
Jesus não foi apenas um profeta, um mestre ou um exemplo moral. Ele veio como o Cordeiro que entregaria Sua própria vida para salvar os pecadores.
O Cordeiro que tira o pecado
João afirma que Jesus é aquele que tira o pecado do mundo.
A ideia da palavra usada no texto é levar embora, remover, retirar aquilo que pesa e destrói. O pecado havia se tornado uma realidade presente na humanidade desde a queda no Éden. Ele separou o homem de Deus e conduziu o mundo para a morte, a corrupção e a perdição.
Se não existisse pecado, Jesus não precisaria ter vindo. Mas o homem não tinha condições de resolver sozinho aquilo que o afastava do Criador. Não era possível apagar a culpa com boas obras, religiosidade, dinheiro ou esforço pessoal.
Por isso, Deus enviou Seu Filho. Jesus veio para redimir o ser humano que havia caído. Ele veio remover aquilo que escraviza, condena e impede a comunhão com Deus. Somente Cristo pode fazer isso.
O que é pecado?
A Bíblia usa diferentes palavras para mostrar a gravidade e as formas do pecado.
Pecar é errar o alvo. É deixar de alcançar o padrão que Deus estabeleceu para a vida humana.
Também é transgredir. É ultrapassar limites que o Senhor colocou, escolher um caminho contrário à Sua vontade e agir como se Suas orientações não tivessem valor.
O pecado ainda pode ser visto como uma queda consciente. Muitas vezes, a pessoa sabe o que é certo, recebeu instrução, conhece a verdade, mas decide seguir outra direção.
Há pecados que ferem, prejudicam e causam injustiças contra outras pessoas. Há também uma vida marcada pela indiferença à vontade de Deus, como se o ser humano pudesse viver sem prestar contas ao Criador.
Por isso, pecado não é apenas uma falha pequena ou uma questão de opinião. É tudo aquilo que nos afasta da vontade de Deus e nos coloca em rebelião contra Ele.
A Palavra declara:
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Romanos 3:23
Ninguém está fora dessa realidade. Todos precisam da graça de Deus.
Um mundo que tenta negar o pecado
Muitas ideias presentes no mundo tentam negar, justificar ou diminuir a realidade do pecado.
Há quem negue a existência de Deus. Se Deus não existe, então não haveria pecado contra Ele. Outros dizem que o homem é apenas produto de seus instintos e que não pode ser responsabilizado por suas escolhas.
Há também a ideia de que toda conduta pode ser aceita desde que produza prazer. A frase “se te faz feliz, faça” se tornou comum em uma cultura que transforma os desejos pessoais em regra absoluta.
Outra forma muito presente em nossos dias é o relativismo. Ele ensina que não existem valores universais, que cada pessoa decide o que é certo e errado e que o pecado seria apenas uma construção cultural.
Esse pensamento está em muitos lugares: escolas, universidades, redes sociais, produções culturais e conversas do cotidiano.
Nossos filhos são expostos diariamente a mensagens que tentam normalizar o erro e silenciar a voz da consciência. Por isso, é necessário que a família e a igreja sejam firmes na Palavra de Deus. O povo de Deus não pode pensar como o mundo.
A Bíblia não apresenta o pecado como algo imaginário ou cultural. Ela mostra que o pecado é transgressão contra o Criador e que entrou no mundo por meio da desobediência.
O pecado escraviza
Jesus declarou:
“Todo aquele que comete pecado é servo do pecado.”
João 8:34
- O pecado promete liberdade, mas produz escravidão.
- Ele promete prazer, mas deixa culpa.
- Promete satisfação, mas rouba a paz.
- Promete autonomia, mas afasta o ser humano de Deus.
Muitas pessoas acreditam que estão vivendo livremente, quando na verdade já não conseguem abandonar hábitos, vícios, pensamentos e escolhas que as dominam.
O pecado não permanece pequeno. Ele cresce, ocupa espaço, destrói relacionamentos e endurece o coração.
Também é impossível viver continuamente na prática do pecado e experimentar verdadeira felicidade. Pode haver momentos de prazer, mas não há paz duradoura longe de Deus. O pecado rouba a harmonia, alimenta o ódio, gera conflitos, produz violência e tira a esperança de muitas vidas.
Jesus disse que o ladrão vem para roubar, matar e destruir (João 10:10). O inimigo trabalha para destruir a vida humana, e o pecado é uma de suas principais armas.
O pecado separa de Deus
Uma das consequências mais graves do pecado é a separação entre o homem e Deus.
Isaías declarou:
“Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”
Isaías 59:2
O pecado cria distância espiritual. Ele faz a pessoa perder a sensibilidade, abandonar a oração, desprezar a Palavra e viver sem perceber o quanto precisa da presença de Deus.
Mas Jesus veio exatamente para restaurar essa comunhão. O Cordeiro de Deus tomou sobre Si a culpa que não poderíamos carregar. Sua morte na cruz abriu o caminho para que o pecador pudesse ser perdoado, justificado e reconciliado com o Pai.
Paulo escreveu:
“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.”
Romanos 3:24
A salvação não é conquistada por mérito humano. Ela é recebida pela graça de Deus, por meio de Jesus Cristo.
O salário do pecado e o dom de Deus
A Bíblia é clara ao afirmar:
“Porque o salário do pecado é a morte.”
Romanos 6:23a
O pecado produz morte. Ele destrói a comunhão com Deus, fere a vida presente e, sem arrependimento, conduz à separação eterna do Senhor.
A morte de Cristo na cruz revela o quanto o pecado é sério. Jesus morreu pelos nossos pecados para que não precisássemos permanecer condenados.
Mas Romanos 6:23 não termina na morte. O versículo continua:
“Mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Romanos 6:23b
- Onde o pecado trouxe morte, Jesus oferece vida.
- Onde havia culpa, Ele oferece perdão.
- Onde havia escravidão, Ele oferece liberdade.
- Onde havia separação, Ele oferece reconciliação.
Só Jesus tira o pecado
Nenhuma religião, filosofia, esforço pessoal ou conquista humana é capaz de remover o pecado.
- Somente Jesus é o Cordeiro de Deus.
- Somente Ele morreu em nosso lugar.
- Somente Ele venceu a morte.
- Somente Ele pode perdoar, transformar e dar uma nova vida a quem se aproxima dEle com fé.
João Batista apontou para Cristo e declarou: “Eis o Cordeiro de Deus.”
Essa continua sendo a mensagem da Igreja:
- Não existe outro Salvador.
- Não existe outro caminho para a reconciliação com Deus.
- Quem deseja viver eternamente precisa abandonar o pecado e se apegar a Jesus.
- Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
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