“E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.”
Apocalipse 21:4 | ARC
A vida cristã não elimina todas as dificuldades desta terra. A Bíblia não esconde que há lágrimas, dores e desafios. Porém, Apocalipse 21:4 apresenta uma promessa para os salvos: chegará o dia em que Deus tirará definitivamente a morte, o pranto, o clamor e a dor.
Em Jeremias 7, Deus chama o povo a melhorar os seus caminhos e as suas obras. O chamado do Senhor não era apenas para que o povo entrasse no templo, mas para que ouvisse a Sua voz e obedecesse à Sua Palavra.
Uma promessa para o futuro
Apocalipse 21:4 não fala de uma realidade completa para o tempo presente, mas de uma promessa futura feita por Deus.
Enquanto estivermos nesta terra, enfrentaremos situações que produzem lágrimas, dor e sofrimento. Jesus nunca prometeu uma caminhada sem dificuldades. A promessa é que haverá um tempo em que essas coisas já não existirão.
A esperança do crente não está em imaginar uma vida sem lutas agora, mas em confiar que Deus tem preparado um futuro eterno onde não haverá mais morte, choro ou dor.
As dores de parto
Jesus comparou os sinais do fim dos tempos às dores de parto:
“Mas todas essas coisas são o princípio de dores.”
Mateus 24:8
A dor do parto não acontece sem propósito. Ela anuncia que algo está próximo de acontecer. Da mesma forma, as dificuldades enfrentadas neste tempo não devem afastar a Igreja da esperança, mas lembrar que a volta de Jesus está mais próxima.
Dores inevitáveis
Há dores que não podem ser evitadas. A pandemia foi exemplo de uma dor que atingiu muitas pessoas e trouxe sofrimento, mudanças e insegurança.
A vida terrena possui momentos que não podem ser controlados. O crente também enfrenta lutas, perdas, enfermidades e tribulações. Porém, essas dores não anulam a promessa de Deus.
Dor com esperança
A mulher em trabalho de parto sente dor, mas se prepara para sorrir quando o filho nasce. Assim também os salvos enfrentam dores, mas possuem a expectativa gloriosa da volta de Jesus.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.”
Mateus 5:4
A dor não é o fim da história. Há consolo para quem permanece no Senhor e esperança para aqueles que aguardam a manifestação de Cristo.
Aumento da intensidade e da frequência
As contrações aumentam em quantidade e intensidade à medida que o nascimento se aproxima. Essa figura se aplica aos sinais que antecedem a volta de Jesus.
As dores mostram que o momento do júbilo está próximo. Embora ninguém saiba o dia nem a hora da volta de Cristo, a Igreja deve viver preparada, entendendo que o céu já está preparado para recebê-la.
A ligação com Deus sustenta a vida espiritual
O cordão umbilical é uma figura que representa a ligação do crente com Deus. Assim como o bebê recebe vida por meio dessa ligação, o cristão precisa permanecer unido ao Senhor para continuar espiritualmente vivo.
Não é possível atravessar os tempos difíceis apenas com força humana. A sustentação da Igreja vem de sua comunhão com Deus, da oração, da Palavra e da presença do Espírito Santo.
O Espírito Santo e o líquido amniótico
O Espírito Santo é comparado ao líquido amniótico, que protege o bebê durante a gestação.
Essa comparação mostra que o Espírito Santo:
- aquece e protege da frieza espiritual;
- guarda o crente contra a corrupção do mundo;
- ajuda a suportar as perseguições, tribulações e golpes da vida.
O crente não pode perder a presença do Espírito Santo. Assim como o líquido amniótico não pode sair antes do momento certo, a Igreja precisa permanecer cheia do Espírito para não se tornar vulnerável às influências espirituais exteriores.
Humildade para o nascimento
O bebê se posiciona de cabeça para baixo para nascer. Essa imagem se aplica à necessidade de humildade diante de Deus.
O orgulho impede o crescimento espiritual. Quem deseja estar preparado para a volta de Jesus precisa humilhar-se, reconhecer sua dependência do Senhor e alinhar a vida à Sua vontade.
Não se pode caminhar para a eternidade sustentando orgulho, desobediência e resistência à correção de Deus.
Preparados para o arrebatamento
A ruptura da bolsa é comparada ao momento em que a Igreja será arrebatada. Com a volta de Cristo, chegará o tempo em que não haverá mais morte, choro ou dor.
Por isso, a Igreja precisa se posicionar corretamente. É necessário buscar uma vida de santificação, humildade, oração e dependência do Espírito Santo.
Deus continua chamando os seus servos a melhorarem seus caminhos e suas obras. Quem não deseja permanecer igual precisa ouvir a voz do Senhor, aceitar a correção da Palavra e preparar-se para o grande momento da volta de Jesus.
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Um conteúdo muito rico para nosso tempo, que Deus continue te abençoando em tudo pastor Maxuel!